domingo, 4 de janeiro de 2015

4.1.2015 - 10º dia - Tilcara-AR a San Pedro de Atacama-CH - 430 km

Hoje o dia foi de frio. Saímos do hotel às 7 da manhã com a temperatura em 11 graus. Quando começamos a subir despencou para 5 graus. Não passamos muito frio pois formos alertados e nos agasalhamos.
Depois de parar bastante para tirar fotos na estrada, chegamos na aduana de Paso de Jama e ficamos duas horas e meia para fazer os trâmites. Conhecemos um argentino super simpático que é motociclista e mora em Santiago del Estero. Chama-se Jose Garcia. Fizemos amizade e disse que o que precisar na região é só contar com ele. Muita gente passou mal com a altitude. Quando chegamos na aduana encontramos dois gaúchos saindo e estão hospedados no mesmo hotel que nós. Nos disseram que sentiram bastante o mal da altitude. Dois casais que também encontramos na aduana, encontramos já em San Pedro e também disseram que sentiram-se mal. Não sentimos nada além de uma leve sensação de falta de ar quando descíamos da moto para fazer as fotos, nada mais.
Depois  de hospedados saímos para começar a conhecer a cidade e encontramos os dois gaúchos na praça, já com dois casais de Campinas que chegaram hoje do Peru. Sentamos todos, tomamos um chopp e já agendamos o passeio para os Geisers del Taltio para amanhã.



Curvas para os Andes.


Cinco graus de temperatura.


Salinas Argentinas


Casa feita de blocos de Sal.


Lhamas na estrada.


Com Jose Garcia na aduana.


Entrando no Chile.


No deserto.


Mais deserto.


 
Vulcão Licancabur.


Chegada em San Pedro de Atacama.


San Pedro de Atacama.


Com motociclistas gauchos e paulistas.

sábado, 3 de janeiro de 2015

3.1.2015 - 9º dia - Salta-AR a Tilcara-AR - 182 km

Saímos de Salta pela Ruta 9 e pensei que estava enganado apesar das marcações da estrada. É uma estrada estreita mas não como haviam falado. Inclusive no hotel, uma funcionária me disse que não era perigosa, os brasileiros a fazem perigosa porque correm muito.
Seguimos uns 20 quilômetros e ai o bicho pegou. A estrada ficou estreita, muitas curvas e do lado o precipício. Mas, devagar se anda bem. Realizamos mais um sonho de pilotar na Ruta 9 de Salta a Jujuy.
Rodamos mais um pouco e chegamos a Pumamarca onde fica o Cerro de los 7 Colores. Uma das vistas mais bonitas até agora.
Paramos para fotografar, afinal não andamos entregando pizza, e são as fotos que vão nos ajudar a lembrar.
Em seguida partimos em direção a Tilcara, onde estamos agora, No almoço encontramos dois casais brasileiros que foram ao Atacama ano passado e agora estão conhecendo melhor essa região. Indicaram o hotel em que estavam hospedados e conseguimos vaga.
Depois de hospedados fomos conhecer o Jardim Botânico e as ruínas de Pucará de Tilcara. Mais um lugar fantástico para se conhecer com sua história.


Ruta 9


Na estrada.


Chegando em Purmamaca.


Cerro de las 7 cores.


Cerro de las 7 cores.


Purmamaca.


Hotel em Tilcara.


Paisagem de Tilcara.


Cactus gigantes.


Lhamas.


Ruínas de Pucará de Tilcara.


Ruínas de Pucará de Tilcara.



Ruínas de Pucará de Tilcara.


Ruínas de Pucará de Tilcara.

Olhando a paisagem.

Pucará de Tilcara.


Pucará de Tilcara.


Festa em Tilcara.


Feirinha na praça de Tilcara.


Noite em Tilcara.


Dani, Eli e Janaína.


Sandro, Roberto e Luís.








sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

2.1.2015 - 8º dia - Campo Largo-AR a Salta-AR - 612 km

Por quê viajamos? Talvez a resposta mais rápida fosse: Para conhecer lugares.
Também, não deixa de ser. Mas eu viajo também para conhecer pessoas. E ontem, tenho certeza que conheci duas muito especiais. Seu Gustavo e Dona Érica.
Quando chegamos ele estava só e veio a história da falta de luz contada na postagem de ontem. Depois chegou a esposa e conhecemos. Nos disseram que no hotel não havia café da manhã.
Seu Gustavo gostou do nome de Janaína e perguntava várias vezes como se pronunciava, eu explicava, Dona Érica explicava, mas ele dizia que era bem diferente. Também me falou que era fã de Roberto Carlos,que conheceu alguns anos atrás em Buenos Aires e disse gostar muito de Tostão, um músico gaúcho que faz muito sucesso por aqui.
Hoje de manhã, Seu Gustavo nos esperava com a mesa pronta e Dona Érica disse que havia feito café da manhã para nós. Nos ofereceu a cuia de mate, um costume entre amigos e em seguida colocou a música "Prazer de Fazendeiro" com o músico Tostão e pediu para que eu explicasse pra ele o que dizia a letra, pois não conseguia entender o português.
Eu traduzi e ele ficou ainda mais encantado com a música. Dona Érica foi pegar uma máquina fotográfica e fez várias fotos nossas.
Na hora da despedida, Dona Érica tirou os óculos e enxugou as lágrimas, Seu Gustavo ficou sério e percebi que a garganta travou. E eu me perguntei: Como pode pessoas se encontrarem e acontecer tamanha simpatia em tão pouco tempo? Aprendemos muito com os dois e eles viajaram o dia todo em nossas mentes. Teremos muitas coisas dos dois para contar para a família e os amigos. Saímos do hotel às nove e meia e foi um dos melhores momentos da viagem até agora.
Se ontem houve muita chuva e vento, hoje o dia foi muito tranquilo, o que nos fez ter uma excelente viagem até Salta, onde estamos agora. Uma bela cidade no norte da Argentina.


Com Dona Érica e Seu Gustavo.


Águia Livre deixando marcas no caminho.


Local onde nasceu a bandeira argentina.


Na estrada.


Mirante em Salta-AR


Centro de Salta-AR

Praça central de Salta.


Catedral de Salta.

Interior da Catedral.


Detalhe da Catedral.


Praça central.


Arquitetura antiga.


Detalhe de arquitetura.


Tomando Salta em Salta.


Salta a noite.


quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

1.1.2015 - 7º dia - Foz do Iguaçu-PR a Campo Largo-AR - 869 km

Depois das notícias de que os trâmites para entrada na Argentina estavam durando duas horas resolvemos acordar cedo e pegar a estrada. Saímos depois das 6 da manhã do hotel e deu certo. Pegamos a aduana sem fila. Rodamos alguns quilômetros e a chuva caiu sem piedade. Em um determinado momento ficou tão forte que resolvemos parar em um posto policial onde fomos informados que a chuva caia até Posadas. Algum tempo depois seguimos viagem e em um determinado trecho a água que rolava invadiu a pista e parei pensando em esperar a água baixar. Um carro argentino vinha na outra direção, passou e o motorista disse que dava para passar. Calculei e passei sem problemas. A chuva realmente nos acompanhou até Posadas.
Abastecemos e a surpresa: o cartão Travel Money não funcionou. Fui para o plano B "en efectivo".
Seguimos viagem até Corrientes onde era prevista a nossa parada do dia e 30 km antes da cidade uma ventania imensa me fez lembrar Ushuaia Cheguei a ir para o acostamento, mas acelerei e passei sem mais problemas.
Em Corrientes me livrei dos guardas que lhe esperam na pista central e um veio até a pista lateral me dar informações . Segui para Resistência, abasteci e lá o cartão funcionou. Um pequeno detalhe não deixou que funcionasse da primeira vez.
Como estava claro seguimos viagem até o distrito de Campo Largo, onde chegamos ainda dia e mais um pequeno problema aconteceu: estava faltando energia. A ventania provocou queda de tensão na cidade.
Ficamos conversando com o Sr. Gustavo, dono do hotel e sua esposa, Sr Érica. O papo rolou, rimos muito, a noite chegou, menos a energia. Seu Gustavo ligou para a pessoa da companhia de luz e recebeu a notícia de que logo resolveriam o problema.
A energia voltou, nos hospedamos, tomamos banho, saímos para jantar e agora vamos dormir. Hoje foram poucas fotos devido a chuva. Amanhã tem mais.



Entrando na Argentina.



Na estrada.



Uma sombra para aliviar o calor.